É CLARO QUE EXISTE UM FAVORITO NO PRÓXIMO RE-PA

Por Mathaus Pauxis

re pa 1Remo e Paysandu se enfrentam nesse domingo pela final do Parazão – FOTO: Fernando Torres/Paysandu

“Clássico é clássico”. “São onze contra onze”. “Re-Pa não tem favorito”. É claro que não há como negar o equilíbrio que geralmente os clássicos possuem, principalmente o maior clássico do mundo  – Remo x Paysandu que chega neste domingo (01) a 744 jogos –  mas alguns especialistas se escondem atrás de frases do tipo para não escolher um favorito. Talvez com medo de errar, talvez com medo de ser interpretado errado ou até pela falta de argumentação.

Aqui neste texto você verá argumentos que no Re-Pa de número 744, que inicia a final do Parazão, tem sim um favorito: o Clube do Remo.

ENTENDIMENTO

O Paysandu tem as melhores peças do campeonato e o elenco mais numeroso. Porém, o entendimento da proposta de jogo da equipe parece não se encaixar em uma sequência. Dado Cavalcanti gosta de um time que proponha o jogo e tenha a posse de bola. Para isso funcionar, deve existir mobilidade nos jogadores sem a bola. Porém, isso não acontece.

re pa 2Provável Paysandu

Com poucas trocas de passe, muita condução sem objetivo e um time estático, o Paysandu parece não ter entendido completamente o próprio sistema de jogo. Uma saída seriam os laterais gerarem amplitude, mas é comum estarem encaixotados na marcação.

Já o Remo tem um modelo de jogo mais simples, mas só quando não tem que propor o jogo (problema comum nas duas equipes). Jogando no contra-ataque o time conseguiu anular o meio-campo do Paysandu no clássico anterior com uma boa marcação por setores. A criação do Papão não funcionou e em um lance de roubada de bola Felipe Marques fez o gol no contra-ataque.

re pa 3Provável Remo

Jogando no 4-2-3-1 o Leão consegue fazer marcação dupla nas pontas e incomodar a saída de bola do adversário no 4-4-2 na hora de defender. A formação do Paysandu também faz exatamente a mesma troca de posições, porém, há um detalhe.

Se o zagueiro do Leão for obrigado a dar “chutão”, o time tem dois velocistas de fato pelas pontas e um pivô centralizado, que pode gerar uma jogada desviando para os dois lados. Se acontece o contrário com o Paysandu, a equipe tem mais dificuldades em atacar, pois Mike e Moisés não são tão rápidos e funcionam melhor centralizando o jogo do que abrindo.

O Remo tem um entendimento melhor da proposta de jogo que o Paysandu. Apesar da qualidade bicolor ser maior do meio da frente, ainda falta algo para que o time seja orgânico e consiga refletir isso em criação de jogadas.

MOMENTO

Além de entender melhor o seu sistema, o Remo vem em um momento melhor. Nos últimos 6 jogos o Paysandu conseguiu 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Marcou 9 gols e sofreu 7. Já o Remo venceu 5 e perdeu apenas 1. Marcou 8 gols e sofreu 4. Os números por si só mostram como o Leão está melhor e vem embalado.

Além disso, pelo fato de jogar no Mangueirão o time está mais preparado para o gramado. O Remo fez 9 jogos no estádio. Venceu 6, empatou 2 e perdeu apenas para o Internacional. Um detalhe, em todas as partidas o time fez gols: 18 gols marcados, média de 2 por jogo. E tem um saldo de 12 positivo, por ter sofrido 6 tentos.

O Leão está melhor. Conhece mais o gramado. Está mais preparado estrategicamente. Porém, um fator também vai pesar bastante no clássico. Os confrontos entre as equipes

CONFRONTOS ANTERIORES

No primeiro Re-Pa do ano o favoritismo era todo do Paysandu. Diego Ivo até abriu o placar para o Bicolor. Mas o Remo fez uma pressão absurda, explorando físico e conseguiu virar dominando a partida.

re pa 4Remo venceu o segundo clássico jogando sem a bola Foto: Fernando Torres/Paysandu

No segundo, o Leão entrou esperando mais – jogando sem a bola – deixando o Papão se atrapalhar com as próprias pernas. Em um passe errado no ataque do Paysandu, Gustavo roubou a bola e lançou para Felipe Marques fazer um golaço.

Esses jogos, da forma que foram – primeiro com o Paysandu ganhando ao intervalo e sofrendo a virara sendo pressionado e depois com o Papão amassando e tomando um gol que todo mundo sabia que ia acontecer (Edimar, do Paysandu, falou no intervalo que era a única jogada do Remo) – pesam também para afirmar o certo favoritismo do Remo, que soube se comportar melhor nas duas partidas e soube crescer.

PAYSANDU TEM ARMA

Considerando o Remo favorito, a possibilidade do Paysandu entrar recuado é real. Com isso, há chance de Nando Carandina atuar entre os zagueiros para impedir um lançamento nos espaços. Porém, o jogador funciona muito bem só do meio pra trás.

É uma arma para bloquear a velocidade azulina, mas o Paysandu precisa pensar em outras alternativas de aproveitar a qualidade de seus jogadores na frente, enquanto Givanildo Oliveira deve armar seu meio-campo bloqueando Moisés (que tem 7 assistências na temporada) e Cassiano, artilheiro de tudo pelo Papão. Vai ser um jogo de muita estratégia.

@torotatico

 

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