A SURPRESA DO CARIOCA – ANALISAMOS A PORTUGUESA!

Por Alexandre

Tendo feito sua melhor campanha na história do Campeonato Carioca, a Portuguesa com certeza foi a maior surpresa do ano de 2018 no Rio de Janeiro. Entrando no estadual com maior investimento que nos últimos anos, graças ao investimento do Flamengo em seu estádio – O Luso Brasileiro – e também ao aumento das cotas de TV recebidas, graças a campanha feita no último ano. Todo esse investimento foi compensado com a classificação do clube para o Campeonato Brasileiro da Série D de 2019, que era um dos objetivos da diretoria antes do campeonato.
O clube da Ilha do Governador buscou se reforçar mesclando jogadores experientes, como Jhonnatan (ex-Paysandu), Luan (ex-Volta Redonda) e Alexsandro (ex-Oeste) com jogadores com bastante tempo de casa, como Maicon Assis, Romarinho e Muniz, que já estão no clube desde o acesso em 2015. Essa mescla, comandada pelo treinador João Carlos Ângelo, que voltou a Portuguesa depois de salvá-lo do rebaixamento no Carioca do ano passado, e de passagens por América e Americano, na Série B1 do Rio em 2017.

Em campo

Com um estilo de jogo bastante ofensivo, aliado a jogadores de bastante qualidade com a bola nos pés, a Portuguesa mostrou um futebol muito bonito e eficiente, tendo apenas três derrotas no campeonato, para Boavista, Cabofriense e Flamengo.
Ofensivamente, uma das melhores características da Portuguesa era a saída de jogo. Sempre com a bola nos pés, desde a defesa, um dos maiores méritos do técnico João Carlos Ângelo foi recuar o volante Muniz, que por quase toda sua carreira jogou como segundo homem de meio, para ser primeiro volante. Jogando mais recuado, deu maior qualidade na saída de jogo Lusitana, sempre sendo o jogador da distribuição de jogo e buscando fazer passes objetivos.

Portugues 1Pela direita, ponta trabalhando mais por dentro e lateral aberto, buscando a amplitude. Já pela direita, o inverso, enquanto o ponta joga aberto, o lateral esquerdo trabalha explorando o espaço no meio

Com o apoio de Jhonnatan, um segundo volante de características ofensivas, conseguiam fazer o meio campo da Portuguesa ter uma ótima saída de jogo.
Com três atacantes a frente, pelo lado direito Romarinho, e pela esquerda Sassá, são pontas agudos, de bastante habilidade e que partem pra cima do adversário. Jogando com perna invertida, ambos tinham características de abrir o corredor para os laterais, que se aproveitavam muito bem, principalmente o lateral esquerdo Diego Maia, que tem características mais ofensivas.

portuguesa 2Marcação sempre no 4-4-2, buscando diminuição de espaços no centro do campo.

Defensivamente, a Portuguesa mostrou ser consistente, ter uma boa ocupação de espaços pelo centro, sempre obrigando os adversários a buscarem jogadas pelo lado, e na maioria das vezes, sendo obrigados a fazerem chuveirinho. Sua dupla de zaga – Luan e Marcão – casou muito bem desde o primeiro jogo, em todos os sentidos. Na bola aérea, principalmente, foram destaques no campeonato, principalmente Luan, que inclusive entrou na seleção dos pequenos do campeonato. Outro destaque para Muniz nesse tópico, que jogou em posição diferente da que atuou nos últimos clubes, mas foi um pilar defensivo da Portuguesa, não sendo um “cão de guarda” a frente da defesa, mas cumprindo muito bem seu papel na ocupação de espaços e desarmes.

O destaque

Milton Raphael: Como todo grande time começa por um grande goleiro, a Portuguesa, que teve dificuldades nos últimos dois anos de Série A, nesse ano foi buscar o melhor goleiro da última edição do Carioca: Milton Raphael. Vindo do Macaé, com um título brasileiro pelo clube da região dos lagos no currículo, veio credenciado a ser titular e um dos líderes técnicos do time, e com certeza cumpriu com as expectativas. Em mais um campeonato de destaque, fez grandes partidas, garantindo vitórias importantes para a Portuguesa, como no jogo contra o próprio Macaé, na Taça Guanabara, e contra o Vasco, na Taça Rio. Com contrato renovado para 2019, tem tudo pra ser, novamente, um pilar do time Lusitano no próximo ano.

O comandante

João Carlos Ângelo: Com 51 anos, muita experiência no futebol de base do Rio de Janeiro, e em sua segunda passagem pelo profissional da Portuguesa, João Carlos, com certeza, viveu seu melhor momento profissional no ano de 2018. Com um futebol vistoso e eficiente, o treinador mostrou no campeonato da Série A toda qualidade que já vinha mostrando em trabalhos feitos na Série B com o Americano, em 2015 e 2016, onde não conseguiu o acesso por detalhes. Em todos esses trabalhos, sempre prezou pelo futebol ofensivo, utilizando bastante a plataforma do 4-3-3, alternando com 4-2-3-1 e na marcação, o 4-4-2. Sempre buscando volantes com qualidade pra saída de jogo, laterais ofensivos e pontas agudos.
João Carlos é um dos treinadores mais promissores do futebol do Rio de Janeiro, que já mostrava qualidade na Série B, e conseguiu aproveitar sua oportunidade na Série A.

 

@alexandredsc26

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