QUE VENHAM AS SEMIFINAIS – Análise do São Paulo

Por Pedro Galante

Aqui vai uma análise de tudo que ocorreu nas duas partidas entre São Paulo e São Caetano. Mas, antes de começar a analisar algo de fato, é preciso destacar que o time ainda não joga como Aguirre propõe e é completamente absurdo cobrar uma mudança brusca de postura em menos de uma semana de trabalho – vale lembrar que o treinador só teve seu visto de trabalho aprovado na quinta.

sp 1Foto: Globoesporte

Ida – São Caetano 1 x 0 São Paulo

Foi o primeiro jogo de Diego Aguirre no comando do São Paulo, e o que se viu em campo foi um time muito parecido com o de Dorival: lento na criação.

O São Paulo teve a posse da bola, mas não conseguiu converter isso em chances claras, pois os meias jogavam muito próximos e sem velocidade. Consequentemente, o time sofreu com contra-ataques, já que os meias não ajudavam na recomposição. O São Caetano teve 8 finalizações no jogo e nenhuma delas foi interceptada pela defesa, todas foram ou defendidas pelo goleiro, ou para fora.

sp 2Posicionamento médio na primeira partida contra o São Caetano. Meio campo muito povoado, dificulta a criação. (Fonte: Sofascore)

Esse problema se deu pela escalação de Nenê, Cueva e Diego Souza juntos, os três são muito habilidosos, mas lentos com a bola e quase nulos na recomposição.

A escalação desse trio se deu, pois, Marcos Guilherme teve de ser poupado por desgaste físico, e como o próprio Aguirre argumentou, se tratava de um teste, colocar jogadores experientes em um jogo difícil. Mas não é de se esperar que essa escalação se repita, tanto que no jogo seguinte, os onze iniciais já foram diferentes.

Volta – São Paulo 2 x 0 São Caetano

Jogando no Morumbi e com a obrigação de vencer, Aguirre levou a campo uma equipe diferente. Com Marcos Guilherme e Trellez a equipe ganhou mais velocidade e profundidade.

O volume de jogo aumentou, mas ainda não surgiram chances claras. Faltava um último passe que rompesse com a defesa do São Caetano, mas Nenê, teoricamente o encarregado disso, vem apresentando um futebol bem abaixo do esperado.

sp 3Em verde os picos de pressão do São Paulo. O tricolor mandou no jogo, mas não criou tantas chances claras. (Fonte: Sofascore)

No segundo tempo, Valdívia saiu machucado, para a entrada de Lucas Fernandes que mudou o jogo justamente por ter esse último passe que faltava.

O time melhorou, mas ainda não conseguia marcar, até que Trellez aproveitou o erro do goleiro e marcou. Diego Souza, entrou e fez boa partida e com passe de Lucas Fernandes fez o gol da classificação. As mudanças de Aguirre foram essenciais.

Antes de encerrar gostaria de destacar três jogadores que foram muito bem e podem ser muito úteis para Aguirre desenvolver o futebol que gosta de praticar:

– Liziero. O meia de vinte anos, foi muito bem quando entrou no primeiro jogo e enquanto esteve em campo no segundo. Impressiona por sua simplicidade, se posiciona muito bem, tem um bom passe e ajuda muito na saída de bola. Formaria uma boa dupla com Jucilei.

– Lucas Fernandes. Outro garoto da base, Lucas não vinha recebendo oportunidades, mas entrou no segundo jogo e mudou completamente o comportamento do time. É um meia de criação veloz, diferente de Cueva e Nenê.

– Diego Souza. Entrou aos 80 minutos, mas fez boa partida, isso porque jogou onde é melhor: vindo de trás. Tem muita técnica e quando vem para o meio ajuda muito na criação, além de ser um elemento surpresa chegando por trás da defesa, foi assim que marcou o segundo gol.

 

@Pedro17Galante

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