O IMPASSE ALVINEGRO

Por Iúri Medeiros

A vitória corintiana sobre o Palmeiras no clássico da primeira fase do Estadual apontou uma ideia interessante de como o Timão poderia se comportar sem um atacante fixo na área. A ideia do 4-2-4 se mostrou eficiente em curto prazo, mas seis jogos depois do clássico, a equipe de Carille sofre para apresentar um futebol convincente.

Contra o Santos, no clássico disputado no Pacaembu, o alvingero da capital teve bons minutos durante o jogo apresentando uma proposta mais reativa, explorando as deficiências na saída de bola santista, o que ajuda a explicar como a equipe tem se comportado melhor jogando no contragolpe. Nas partidas em que teve que sair para o jogo, faltou jogo apoiado (ou seja, aproximação entre os jogadores, dando opção de passe) e maior participação, em especial, dos seus meio-campistas.

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Outro fator que ajuda muito essa posse de bola improdutiva é a atual lesão de Jadson. Sendo o jogador mais criativo da equipe, com sua ausência o Carille tem apostado no veterano Emerson Sheik pra fazer essa função ao lado de Rodriguinho na frente. Acontece que o Sheik funciona mais como um segundo atacante, e tem por característica jogadas de arranque, enquanto o camisa 10 costuma flutuar mais pelo campo.

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Além disso, o experiente atacante não vive seu auge técnico e físico, e com isso acaba errando muitos lances e perdendo bolas, oferecendo contragolpes aos rivais e fazendo com que a equipe tenda a sofrer defensivamente.

Assim como o Jadson, o volante Renê Jr. também sentiu uma lesão e atualmente não está jogando. Você já leu aqui a sua importância para o time, e quem vem substituindo-o é o jovem volante Maycon, que tem muitas virtudes e um talento inegável, mas tem características diferentes. Enquanto Renê é mais posicional e tem uma postura mais rígida defensiva, Maycon costuma ser mais ofensivo e aparecer perto da área rival. Com isso, não são raras as vezes que ele avança pela esquerda e consegue fazer uma dobradinha interessante o com o ponta-esquerda Clayson.

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Por falar em Clayson, sem o jogo de posse de bola funcionando muito bem, ele é a grande válvula de escape do time para furar defesas adversárias a partir do drible. Grande parte dos passes no campo de ataque vão em sua direção para partir para cima do lateral-direito rival, muitas vezes atraindo até outro marcador, ficando 2×1.

Nesse cenário, quem vem entrando aos poucos e mostrando um bom futebol são os garotos Pedrinho e Mateus Vital, ambos vindos do banco. O primeiro mostra muita personalidade, geralmente jogando aberto pela direita e arriscando passes longos e finalizações. O ex-Vasco, costuma dar uma dinâmica interessante por dentro, se assemelhando mais a Jadson e mostrando um controle de bola muito bom, sempre lúcido em suas ações.

Fato é que os resultados do Corinthians estão aparecendo, mas o desempenho segue oscilante. Cabe ao Carille e sua comissão técnica procurarem soluções, e por que não, dar mais minutos para quem vem pedindo passagem.

@iurimedeiros12

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