VÍTOR PEREIRA E O BOM INÍCIO NO SHANGHAI SIPG

Por Leonardo Hartung

chi 1 Foto: Reprodução

Cinco vitórias e um empate em seis jogos. 18 gols marcados e apenas três sofridos. O começo de Vítor Pereira à frente do Shanghai SIPG é formidável e anima a torcida do lado vermelho de Xangai, vice-campeão chinês e da Copa da China na última temporada.

O Shanghai SIPG começou 2018 disposto em 4-3-3, esquema que já tinha sido utilizado pelo antecessor André Villas-Boas no último ano. Embora seja necessário deixar um dos quatro estrangeiros de fora nos jogos da Super Liga da China (na Super Liga só podem ser utilizados três estrangeiros, enquanto quatro podem atuar na Champions League da Ásia), a tendência é que o esquema se mantenha ao longo do ano podendo variar a um 4-2-3-1 (utilizado no segundo tempo contra o Dalian Yifang e contra o Ulsan Hyundai).

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O elenco titular mostrado na imagem acima foi o mesmo nas quatro partidas da equipe, com exceção da estreia na temporada contra o Chiangrai United quando Lu Wenjun atuou no lugar de Elkeson (o atacante brasileiro entrou no lugar do chinês no decorrer da partida) e na goleada por 8×0 sobre o Dalian Yifang na estreia da Super Liga da China com Hu Jinghang no comando do ataque.

No campo de ataque é possível ver o Shanghai SIPG disposto na maioria das vezes em 2-3-5. Aqui encontramos a grande diferença entre os trabalhos de André Villas-Boas e Vítor Pereira. Se com o primeiro os laterais iam ao fundo com maior constância, hoje sobem menos à linha de fundo e nunca ao mesmo tempo. Ainda assim, Wang Shenchao e Yu Hai geram boas situações quando avançam e no momento que o fizerem um dos jogadores de frente compensará a sua saída do setor.

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Não à toa, Vítor Pereira deixa Fu Huan, lateral de enorme capacidade ofensiva, no banco de reservas. Com Wang Shenchao pela direita e Yu Hai pela esquerda, o SIPG preza pelo equilíbrio defensivo e uma densidade defensiva segura (relação entre os jogadores da equipe que ataca e da equipe que se defende). Na imagem abaixo, o Shanghai SIPG perde a bola mas se encontra em superioridade numérica no setor de 5×3.

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O Shanghai SIPG costuma variar o seu bloco defensivo em alto e médio. Na hora de pressionar a saída de bola adversária, a linha defensiva se adianta para manter a compactação da equipe (bloco alto, como na imagem abaixo). Caso o oponente mantenha a posse de bola e progrida no campo de jogo, a linha defensiva se posiciona no meio-campo evitando ao máximo entrar em sua própria área (bloco médio). Na primeira oportunidade, a linha defensiva do Shanghai SIPG irá se adiantar para se aproximar do trio de meio-campo.

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A pressão e a compactação quando o adversário tem a bola já têm dado frutos ao Shanghai SIPG de Vítor Pereira. Foi assim que a equipe marcou o gol da vitória por 1×0 sobre o Kawasaki Frontale, time japonês de notória capacidade no jogo apoiado e de posse de bola.

Na organização ofensiva, o Shanghai SIPG não perdeu a sua principal característica: ser fatal ao atacar em velocidade. Muito, também, por conta das características de seu quinteto ofensivo protagonizado por Odil Akhmedov, Oscar, Hulk, Wu Lei e Elkeson, jogadores velozes e de total imprevisibilidade no campo de ataque.

Vê-se assim como a pressão no adversário é importante para a equipe de Xangai, ainda mais se ela for feita (e bem executada) próxima do gol de seu oponente. Retomada a bola, o SIPG tem enorme capacidade para progredir em direção ao gol adversário em alta velocidade e se sente confortável nesse tipo de situação.

Outro ponto de destaque no lado vermelho de Xangai é a trinca de meio-campo. Cai Huikang, jogador posicional de contenção e fortíssimo no desarme mas com deficiências ofensivas, tem ao seu redor Odil Akhmedov, vital na construção e na saída de jogo do SIPG, e Oscar, mais incumbido do processo de criação de jogadas com altíssimo potencial no último passe e em finalizações de média e longa distância.

Odil Akhmedov pode ser muitas vezes visto junto aos zagueiros He Guan e Shi Ke para a saída de jogo do SIPG. A preferência é pela construção pelo chão, que pode alternar para uma construção longa caso a dupla de zaga seja apertada pela pressão adversária. Neste caso, a bola longa terá como direção o atacante Hulk.

Vice-campeão chinês em duas oportunidades (2015 e 2017), o Shanghai SIPG inicia mais uma temporada como o grande adversário do Guangzhou Evergrande. E talvez, este seja o ano da consagração da equipe de Xangai que vive em busca do primeiro título desde que chegou à elite do futebol chinês em 2013.

@hartungleo

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