LICÕES DO PRIMEIRO JOGO DA FINAL DA RECOPA

Por Maurício Wiklicky

gremio

Fonte: Fox Sports

Renato sem Ramiro, Arthur e o famoso atacante fazedor de gols, entrou em campo contra o Independiente com diversas alterações do time que foi tri campeão da Libertadores.

  • LEO MOURA NO LUGAR DE EDILSON
  • MAICON NO LUGAR DE ARTHUR
  • EVERTON NO LUGAR DE FERNANDINHO
  • LIMA NO LUGAR DE RAMIRO (A GRANDE SURPRESA)
  • CÍCERO NO LUGAR DE BARRIOS (NÃO EM POSICIONAMENTO)

Meio time alterado, mas o mais importante é manter o modelo de jogo de toque e posse de bola. Renato através das outras duas partidas com os titulares fez duas grandes alterações, que foram a entrada de Lima pela esquerDa, o recuo de Cícero pelo meio e o avanço de Luan.

Essas mudanças mostraram alguns problemas no jogo na Argentina até os 15min do 2º tempo.

1 – Lima não tem a recomposição de Ramiro. Consequentemente Leo Moura, que não tem o mesmo poder de marcação de Edilson ficou muito exposto. O mesmo vale para o lado esquerdo, onde Everton ainda não apresentou um poder de recomposição, deixando Cortez, que também tem características ofensivas.  Ficou claro que o Independiente explorou em velocidade nossas laterais, em especial pela direita com Menéndez. Aqui mora o perigo para o jogo de volta na Arena. O time melhorou com a entrada de Alisson que tem uma melhore recomposição. Acredito que entre no jogo da volta, e talvez assuma futuramente a posição de Everton, devido essa capacidade tática.

2 – A entrada de Maicon e Cícero pelo meio alterou o modelo de toque de bola rápido. Ambos são mais lentos e tem uma capacidade técnica menor que Arthur e Luan respectivamente. Mas a principal mudança, por serem características de ambos, e por orientação de Renato para explorar as costas dos laterais do Independiente com Everton e Lima, foram os lançamentos, que foram o dobro da média do time ano passado.

3 – Por fim Luan jogou mais avançado, como falso 9, função que exerceu em 2016 na campanha vitoriosa da Copa do Brasil. Porém existe uma grande diferença, faltava aquele jogador que achava Luan quando ele se movimentava no ataque. Em 2016 tínhamos Douglas, como o Maestro, porém não temos nenhum jogador com essa caraterística.

Com essas três mudanças o Grêmio ficou exposto defensivamente pelas laterais e não teve o controle de jogo, sua marca nos últimos anos. Além da entrada de Alisson, a grande qualidade de Luan é a movimentação, a participação no jogo, sempre sendo opção para os jogadores do meio. Ele do meio para frente e Arthur do meio para trás fazem o Grêmio manter o modelo de jogo vitorioso do Grêmio.

No jogo de volta contra o Independiente talvez não tenhamos esse modelo de jogo, mas a vitória virá com um pouco de atenção nestes pontos!

@mwgremio

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