OS PARAENSES PELO BRASIL!

Por Mathaus Pauxis

Na 41ª rodada do Brasileirão de 2005 o Atlético Paranaense venceu o Paysandu por 3 a 2 e decretou o rebaixamento do time paraense. Desde então, nunca mais uma equipe do Pará disputou a Primeira Divisão. Jogadores como Vanderson, Paulo Henrique Ganso, Vélber, Cicinho, Tiago Alves, Giovanni, Pará (no Brasileirão há 11 anos) – entre outros – representaram o estado na Série A durante esses anos sem a presença dos clubes. Em 2018, alguns atletas paraenses ganharam oportunidades em seus clubes, trocaram de times, tentam explodir no futebol e listamos sete desses jogadores que querem – e podem – ganhar destaque na principal competição do país.

Pikachu (Belém) – Lateral e Ala-Direito – Vasco – 4 gols em 6 jogos em 2018 – 25 anos e 2ª temporada na Série A

PIKACHU FONTE VASCO.COM.BR
Fonte: vasco.com.br

Desde que saiu do Paysandu em 2015, Yago Pikachu não havia conseguido mostrar toda sua qualidade ofensiva (a média de gols por ano era de 15.5 – no Vasco caiu para 4). Porém, em 2018 o jogador está em sua melhor fase no Gigante da Colina. Já em Fevereiro, Pikachu marcou 4 gols e está perto de igualar os 5 feitos no ano passado, seu recorde no clube carioca. Três deles na Libertadores, em que é artilheiro.

Após ser testado mais à frente, Yago reencontrou seu bom futebol jogando na lateral, onde se destacou no Papão por conta de sua capacidade de infiltração e chutes próximos do gol. O jogador se dá melhor tocando e entrando na área do adversário do que cruzando, sendo um importante elemento de construção e finalização da equipe. 2018 promete para Yago, que é um dos melhores jogadores da posição nesse início de ano e se manter o nível, tem tudo para terminar a temporada como destaque na Série A. Porém, precisa melhorar seu aspecto defensivo.

Giovanni Augusto (Belém) – Meia Atacante – Vasco – Ainda não jogou em 2018 – 28 anos e 6ª temporada na Série A.

GIOVANNI AUGUSTO SITE VASCO
Fonte: vasco.com.br

Após uma fraca passagem pelo Corinthians em 2017, Giovanni Augusto vai jogar pelo Vasco este ano. Em 2015 se destacou no Atlético Mineiro atuando como meia centralizado e pode fazer isso no Vasco, por conta da saída de Nenê. Porém, vai disputar vaga com Evander e Thiago Galhardo – mas tem como vantagem também jogar nas duas pontas; e essa mobilidade é compatível com o jogo de mudança de posição praticado pelo time de Zé Ricardo. O meia tem qualidade para ser titular, mas precisa encontrar seus bons momentos, sendo um jogador mais coletivo, e achou o time certo para fazer isso.

Marcos Vinicius (Marabá) – Meia Atacante – Botafogo – Perdeu espaço em 2018 e atuou por 20 minutos – 23 anos e 5ª temporada na Série A.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.

O meia Marcos Vinicius é um pouco desconhecido da torcida paraense. Natural de Marabá foi revelado pelo Náutico e até ano passado pertencia ao Cruzeiro; chegou ao Botafogo por meio de uma troca de jogadores. Marcos joga pela esquerda (às vezes pela direita), centralizando o jogo e assim conseguiu marcar cinco gols no Brasileirão de 2017. Graças ao seu bom drible e presença de área ele terminou o ano como titular, mas em 2018 perdeu espaço no time de Tigrão, que foi demitido e substituído por Alberto Valentim. O novo treinador do Botafogo gosta de atuar no 4-3-3 e 4-2-3-1, formações em que Marcos Vinicius se encaixa bem devido às suas características.

Leandro Carvalho (Belém) – Ponta – Botafogo – Atuou por 15 minutos e se lesionou – 22 anos e 1ª temporada na Série A.

leandrocarvalho site botafogo
Fonte: botafogo.com.br

Finalizando os paraenses no Rio, chegamos ao mais novo fora do estado. Leandro Carvalho saiu do Pará no ano passado – por empréstimo ao Ceará – e em 2018 foi vendido ao Botafogo. Com sua grande velocidade e capacidade de drible, Leandro foi um ótimo ponta na temporada passada, mesmo com seus problemas disciplinares. As características de Carvalho são úteis na provável formação de Valentim, pois o atleta também ajuda defensivamente e tem boa condução de bola. Se botar a cabeça no lugar, Leandro Carvalho vai ser muito importante para o Botafogo.

Néris (Tucuruí) – Zagueiro Construtor – Paraná – 6 jogos e 9 gols sofridos (1 clean sheet) – 25 anos e 3ª temporada na Série A.

neris parana clube ponto com ponto br
Fonte: paranaclube.com.br

Néris também não passou pelo futebol paraense. Nascido em Tucuruí, o zagueiro se destacou no Santa Cruz entre 2015 e 2016 por uma característica diferencial: Sabe sair jogando. Assim que ganhou oportunidade de jogar pelo Internacional, mas não atuou bem por lá e nem pelo Sport, que o contratou no final do ano passado. Hoje, o zagueiro é titular no Paraná Clube, que vai disputar a Série A após 11 anos. A altura de 1.90m ajuda nas bolas aéreas e pelo chão tem excelente controle de bola – ajudando na construção das jogadas – além de um tempo bom de antecipação. O jogador tem tudo para seguir titular no Paraná e mostrar novamente o futebol que apresentou no Santa Cruz.

Erick (Novo Repartimento) – Segundo atacante e Ponta – Atlético Mineiro – 5 jogos e 1 gol – 23 anos e 6ª temporada na Série A.

erick uol
Fonte: uol.com.br

Sem espaço no Palmeiras no ano passado, Erik ganhou uma oportunidade de mostrar seu futebol no Atlético Mineiro. O jogador atua mais pela esquerda e foi assim que conseguiu classificar o Galo na Copa do Brasil contra o homônimo acreano, sendo um dos poucos jogadores que se apresentaram bem. Erik ainda tenta repetir o futebol que o levou ao Palmeiras e no Atlético Mineiro – onde não tem tantas estrelas como no Verdão – é um bom lugar para mostrar sua qualidade. Além disso, com um centroavante como Ricardo Oliveira é possível que Erik trabalhe mais com assistências do que gols e nesse quesito o jogador pode garantir destaque na temporada.

Rodrigo Andrade (Belém) – Volante de Infiltração – Vitória – Ainda não estreou – 20 anos e 1ª temporada na Série A.

rodrigo andrade varela noticias
Fonte: varelanoticias.com.br

O mais novo fora do estado é Rodrigo Andrade. Revelação do Paysandu, o atleta saiu de maneira polêmica e ainda não estreou pelo Vitória em 2018 por estar acima do peso. Defensivamente tem bom desarme, mas ainda precisa treinar mais o um contra um físico e a cobertura dos laterais. Com as devidas proporções, o jogo de Rodrigo Andrade é parecido com o de Paulinho (Barcelona e Seleção Brasileira). Com características de infiltração, passe rápido e lançamentos, Rodrigo Andrade deve se encaixar com facilidade na estratégia proposta por Vagner Mancini. Além disso, o jogador sabe finalizar bem e é sempre mais uma opção de definição na equipe.

@torotatico

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