O QUE MUDOU NO CAMPEÃO BRASILEIRO?

Por Iúri Medeiros

Após um ano de sucesso, com os títulos paulista e brasileiro, o 2018 do Corinthians começa oscilante dentro de campo e com incertezas dentro de seu elenco. Com as saídas de Pablo, Arana e Jô, a equipe perdeu três de seus pilares em 2017. Mas ao mesmo tempo, o mercado de transferências da equipe buscou reparar essas perdas, com contratações pontuais, com exceção da reposição quanto ao Jô.

Dentro de campo, houve mudanças significativas no funcionamento da equipe. O que antes era um 4-2-3-1 bem definido, com Jadson jogando aberto pela direita, virou um 4-1-4-1 com Jadson atuando por dentro, ao lado de Rodriguinho. Essa simples mudança de posicionamento alterou alguns mecanismos da equipe e ofensivamente ela resultou em uma equipe mais letal.

Atuando como interior Jadson tem mais liberdade para recuar e iniciar as jogadas da equipe desde o campo de defesa e assim a equipe ganha em saída de bola, com um passe mais vertical. Ao mesmo tempo, o camisa 10 também tem muita participação no campo de ataque, caindo pela esquerda e se associando com Juninho Capixaba e Clayson, ou atacando a área e finalizando as jogadas de lado de campo.

COR 1
COR 2

COR 3

Defensivamente, a equipe segue com seu padrão, muitas vezes marcando de forma mais recuada, sem pressionar tanto a saída de bola rival. Porém, quando a equipe adianta um pouco suas linhas de marcação e a equipe adversária consegue escapar dessa pressão, a equipe encontra problemas pois Gabriel acaba ficando sobrecarregado já que nem Jadson nem Rodriguinho são mestres na arte de defender e nem são referências na recomposição defensiva.

Além disse, outra jogada que tem preocupado a defesa corinthiana é a velocidade dos pontas rivais em cima dos laterais corintianos. Tanto Fagner como Juninho Capixaba estão sofrendo com as suas costas, ou perdendo na corrida ou sendo surpreendidos em bolas invertidas com o ponta aparecendo como surpresa para finalizar.

Voltando a falar do ataque, nota-se que o grande “X” da questão do Timão é o centroavante. Sem Jô, que praticamente carregava nas costas o sistema ofensivo da equipe em 2017, Fábio Carille tem trabalhado com Kazim e Júnior Dutra como opções para o ataque. O inglês naturalizado turco iniciou a temporada como titular, mas não agradou, tendo em vista que mesmo sendo participativo nos pivôs e no jogo físico, ele não conseguia dar continuidade às jogadas e não participava das conclusões da equipe. A bola da vez é Júnior Dutra, que tem características diferentes, saindo mais da área e abrindo espaço para quem vem de trás infiltrar e que se posiciona para receber bolas em profundidade, atacando as costas dos zagueiros.

COR 5

COR 4

Por fim, naturalmente o futebol da equipe ainda oscila, já que o tempo de pré-temporada não é o ideal e como já foi dito, o clube perdeu peças importantes do título do ano passado. De alerta nesse começo de ano é importante contratar um 9 que consiga ter regularidade e cumpra bem sua função como Jô fazia e reajustar os problemas defensivos já citados. Caso isso ocorra e as peças que chegaram forem se entrosando, o Corinthians tem tudo pra ser competitivo em 2018.

Fotos: Canal Premiere

 @iurimedeiros12

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