O ATLÉTICO NACIONAL DE JORGE ALMIRÓN

Por Kaleb Schuck

O que podemos esperar dos Colombianos na Copa Libertadores da América?

O Nacional inicia 2018 com muitas caras novas

ATL NACIONA 1

Feito através do Tactical Pad.

Alguns jogadores foram negociados outros foram contratados, mas a perda mais significativa foi a do ídolo Franco Armani, após 7 anos de clube e 1 Libertadores na bagagem foi vendido para o River Plate. No comando técnico da equipe houve troca de treinadores, Juan Manuel Lillo saiu e para o seu lugar chegou Jorge Almirón atual vice-campeão da América pelo Lanús. Chegaram muitas caras novas na equipe Verdolaga, como F. Monetti, Braghieri, H. Palácios, Zuñiga , J. Campuzano, Castellani, V. Hernández, R. Delgado e R. Lenis.

JORGE ALMIRON 2

Foto: pulzo.com

Almirón vem deixando sua marca:

Apesar de ser pequena a amostragem deste “novo” Atlético Nacional, já enche de esperanças a torcida. O treinador tem quatro jogos oficiais disputados, com duas vitórias, um empate e uma derrota. O time acabou sendo derrotado na Superliga Colombiana para o Milionários, mas por outro lado divide a liderança da Liga Águila com 100% de aproveitamento.

Lillo sofreu muitas críticas ao seu trabalho. A maior queixa em relação ao antigo treinador era a enorme troca de passes sem objetividade, seu time chegava a ter 700 passes trocados por jogo. Sua defesa sofria muitos gols e a constante alternância de linha defensiva de 3 para 4 jogadores já não agradava. Este é o desafio de Jorge Almirón, um time mais consistente, trabalhar com sua saída de 3 e bola sempre no chão esperando o espaço, mas ao mesmo tempo impor maior agressividade. Vem dando mostras que é capaz, pois sua defesa levou gols em apenas um dos quatro jogos e apesar dos poucos gols marcados o time vem criando oportunidades.

Como atua a versão 2018 do Nacional:

Analisamos o jogo Nacional 1×0 Santa Fé, realizado em 10/02/18.

Como de costume os times de Almirón atuam partindo de um 4-3-3, em Medellín não é diferente.

ATL NACIONAL 3

Feito através do Tactical Pad.

1° tempo avassalador

Na primeira etapa o jogo se resumiu ao Nacional propor o jogo, com jogo apoiado, ou seja, um jogo com muita troca de passes e o Santa Fé sendo um mero espectador. A maior prova disto é que a equipe Verdolaga foi para o intervalo com cerca de 89% de posse de bola e 1×0 no placar. Monetti goleiro ex Lanús, atuando adiantado e trabalhando muito com os pés (tendo função parecida de Andrada no Granate com Almirón). Loaiza era o responsável pela saída de bola, ele afundava entre os zagueiros fazendo a saída de 3.

Momento ofensivo

Na transição ofensiva o jogo fluía com Macnelly Torres e sua capacidade de tirar a bola da zona de pressão. Mac e Castellani eram responsáveis pela fluidez do jogo, os interiores tinham liberdade para se movimentaram, trocavam de posições frequentemente. O gol saiu de um movimento de Mac na direita, que o mesmo cruza na cabeça de Dayro Moreno que faz o gol.

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Feito através do Tactical Pad.

Transição defensiva

Quando perdia a bola o “perde-pressiona” era muito intenso, com um ou dois jogadores marcando quem estava com a bola (portador) e três, quatro fechando linha de passe. Recomposto o time se postava em um 4-1-4-1.

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Feito através do Tactical Pad.

Prós e Contras

Prós – Muita qualidade no toque de bola, principalmente com Macnelly e G. Castellani. Velocidade com Lucumi e constante perigo à defesa adversária com Dayro Moreno e Andrés Renteria.

Contras – Ainda falta entrosamento, com o adversário marcando alto (no campo do Nacional) os defensores acabam errando na saída de bola. Outro ponto que os adversários vem aproveitando, ou tentando ao menos, é que Monetti está sempre adiantado e isto custou o título da Superliga com gol de Buffalo Ovelar. Sem Loaiza e com D. Arias no seu lugar, acabou ficando um buraco entre as linhas, Arias não está conseguindo fazer a saída junto aos zagueiros . Não sabemos o que esperar do jovem Campuzano. A meu ver este é o maior trabalho de Almirón, encontrar seu “Marcone”, seu ex-comandado no Lanús.

O Verdolaga é um time que tem tudo para engrenar neste ano, clube e treinador com “DNA” compatível.

@kaleb_schuck

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2 comentários sobre “O ATLÉTICO NACIONAL DE JORGE ALMIRÓN

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